
Bolo de Mel de Cana
Um bolo com 500 anos de história, que remonta ao século XV e que foi-se aprimorando ao longo dos séculos XVII e XVIII.
Uma ilha, muito mar, muitas naus e caravelas, muitas descobertas e muita gente de outros mundos, a ir e voltar.
A cana de açúcar e o açúcar, que outrora foi considerado o ouro branco de Portugal, mais as especiarias e muitos saberes ancestrais, que se foram cruzando. O resultado foi um bolo baixinho, escuro, rico em ingredientes, sabores e aromas, e que tem uma longa conservação.
E, como se mudam os tempos, mudam-se as vontades, e a forma como comemos também.
Aí estão dois bolos de Mel de Cana de Açúcar diferentes:
um Glúten-Free e outro de Trigo Espelta, com uma nova roupagem, ou seja, ambos “Vegans” ou “Vegetarianos”.
Na sua essência, são bastante idênticos ao original ou originais, porque receitas e famílias existem muitas.
É confeccionado de forma artesanal, com ingredientes de qualidade e de agricultura biológica, assim como o mel de cana bio regional, respeitando a sua forma original de fermentação, amassado — ou seja, esfregado com as mãos, como deve ser feito — com uma pitada daqui, outra dali, outra de acolá e outra de além-mar, que são ingredientes essenciais para se obter um produto de alta qualidade, um regalo para o olfacto e o paladar, e que o corpo e a alma agradecem.
E eu estou feliz, porque levo 8 anos a aprimorar esta pequena jóia da doçaria tradicional madeirense, num produto inclusivo, que todos podem comer, que faz jus ao sabor dos bolos da mãe, das avós, das tias e por aí fora…
Olides Leça